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domingo, 12 de janeiro de 2014

Lâmpada Dicróica Led


O que é uma lâmpada dicróica led?
Pesquisei o assunto para encontrar essa resposta, visto que a sentença “lâmpada dicróica led” é muito comum.
Tecnicamente falando, a sentença está incorreta.  O termo dicróica refere-se a lâmpada halógena com refletor coberto por material dicróico, ou seja, aquele que reflete ou absorve a luz dependendo do comprimento de onda. A lâmpada led em geral não tem essa característica.


Mas então, qual a origem do termo lâmpada dicróica led?
Não encontrei evidências da origem, mas entendo que seja a tentativa de indicar uma lâmpada led que substitui a lâmpada dicróica convencional. Entenda por convencional aquele modelo mais comum da lâmpada dicróica, que segue o padrão chamado PAR16. Este padrão determina vários aspectos técnicos da lâmpada, entre eles o diâmetro de 2 polegadas (50mm).
A sigla PAR (oriunda do inglês “parabolic aluminized reflector“) começa com a designição PAR16 e avança pelos tipos PAR20, PAR30, PAR36, PAR38, PAR46, PAR56 e PAR64. Para maiores informações consulte a tabela aqui.
E qual é a lâmpada dicróica led, ou melhor dizendo, a lâmpada led padrão PAR16?
Existe uma grande variedade de modelos de lâmpadas led no padrão PAR16. Gosto muito das lâmpadas tipo COB led e também das power led. São compactas, possuem boa luminosidade e acima de tudo, possuem uma eficiência impressionante (eficiência é a relação entre capacidade luminosa e consumo de energia).
Ainda existem modelos com alimentação de 12 volts, mas as mais populares são ligadas na rede 110v ou 220v diretamente, sem transformadores ou fontes, simplificando a instalação. São comercializadas em vários conectores, entre eles E27 (rosca comum) e GU10.
Mais opções de ‘cor’
Diferentemente das lâmpadas dicróica, as lâmpadas led não aquecem, e podem ser encontradas na temperatura de cor ‘cold white’ – branca fria (o branco mais puro, levemente tendendo para o azul).

Dica: lâmpadas branca fria ficam muito boas em cozinhas.
Cuidado: luminosidade não é medida pela potência
Desde que Thomas Edson inventou a lâmpada incandescente, escolhemos a lâmpadas pela sua potência, em Watts. Isso realmente funciona para a lâmpada incandescente, pois a relação de potência e luminosidade é linear, o que significa que a lâmpada de 100 Watts realmente ilumina o dobro da lâmpada de 50 Watts. E consome o dobro de energia, também.
Com a chegada da lâmpada fluorescente surgiu o dilema: como saber qual a potência da lâmpada fluorescente que substituiria uma lâmpada incandescente, mantendo a luminosidade inalterada?
Nessa época, já deveria ter sido alterado o critério para especificar a lâmpada. Deveria ter sido adotada a medida de luminosidade (lúmens), e não a medida de potência (Watts).
Agora, com a chegada da lâmpada led, esse problema se agravou. Primeiro porquê necessitamos novamente de utilizar uma tabela relacionando intensidades luminosas e potência consumida para cada tipo de lâmpada. E segundo, porquê a lâmpada led possui uma relação de potência e luminosidade menos linear ainda, se comparada com as demais lâmpadas.
Por exemplo, a lâmpada led de 5w costuma atingir 450 lúmens de intensidade luminosa, ou seja, pode substituir uma lâmpada dicróica de 50W. Mas dependendo do driver utilizado na lâmpada, o consumo pode ser bem maior, atingindo 7W, ou até mesmo 9W para os mesmos 450 lúmens. Fabricantes e vendedores ‘espertos’ costumam apresentar estas lâmpadas como sendo melhores, quando na verdade são menos eficientes.
Dessa forma, nós consumidores compramos uma lâmpada que em tese iluminaria quase o dobro, pagamos mais caro, e no fim das contas a lâmpada ilumina a mesma coisa.
Dica: desconfie da potência informada pelos fabricantes, e busque sempre pela informação de capacidade luminosa, em lúmens.

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